domingo, 11 de dezembro de 2011

O ano que não deveria acabar.

Olá,

depois de um longo inverno volto aqui para falar sobre esse ano mágico do Vasco. Claro que todos estão enfadados da maioria dos textos sobre o assunto. De fato, há muito o que falar e os pontos de vista são os mais distintos, acho justo deixar registrar o meu. Muito mais voltado a passionalidade do que propriamente a técnica.

Quem, com sua bela camisa cruzmaltina, quando viu sem acreditar aquela sequencia tenebrosa no Cariocão não pensou: ''E lá vamos nós para mais um ano daqueles.''? Não é errado admitir isso, todos pensamos, até aqueles (como eu) que acreditam muito no trabalho dessa diretoria.

De todos os diferencias, desde a mudança de comando até as contratações, o principal reforço do Vasco para fazer a reviravolta que fez foi sem dúvida a chegada de Ricardo Gomes. Sua fala mansa e jeito de gentleman trouxeram de volta - pouco a pouco - a confiança dos jogadores e por consequência a nossa.

Reviravolta. Mudança. Retorno. Glória. Depois de 8 anos, a confiança estacionou de vez na rua Rua S Januário, 518. A epopeia do Couto Pereira trouxe ao Vascaínismo uma sensação que há muito não sentiamos, sensação de orgulho redescoberto. Ruas tomadas, orgulho na sua forma pura e clara, do novo ao velho. Abraços apertados à desconhecidos que em comum, só o orgulho pela instituição novamente vitoriosa.

E para quem achou que no campeonato nacional passeariamos apenas aguardando a Libertadores do ano seguinte houve a segunda surpresa de quem dizia: 'Só venceram porquê não enfrentaram nenhum time grande!' Bullshit. São Paulo, Galo, Cruzeiro, Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense todos caíram e sem dó. Times grandes batidos para dar e vender e lá se vai o fim do primeiro turno.

Pausa. Aflição. Preocupação.
Resiliência. Encarar a morte de perto é aterrorizante, e no dia 26 de agosto o treinador do Vasco (e todos) percebemos isso. Close no banco e as faces são de terror. A pergunta geral era: 'O que houve?' e quando começaram a chegar as respostas, ainda seguidas de pequenos adendos de: ''e é muito grave'' não houve um Vascaíno que não tivesse dormido muito mais chateado com o estado do treinador do que com o resultado do jogo.

Dias de preocupação (exatos 21) mas o campeonato não podia parar. Motivo que para alguns era de baixar a guarda, para nós virou motivo de ir a luta em nome de alguém. Surpresa 3 para quem disse que: ''Agora sem o treinador eles caem.''. Entra Cristovão, da mesma escola de Ricardo e com a mesma filosofia implantada, o prumo continua e a nau continuou passando por cima das línguas que tanto teimaram em duvidar durante o ano.

Nau essa que se aventurou até em mares sulamericanos, provando que um clube pode sim jogar em alto nível duas competições concomitantes. Basta querer, basta querer vencer.

Chego então a parte que queria. Gostaria muito de escrever que depois desse enredo todo demos a volta olímpica. Não foi assim. Mas puxo a reflexão sobre algo que se tornou (para mim) a marca do Vasco no ano: O que você sente quando lembra do gol do Alecsandro no primeiro jogo da final da CB? No gol do Éder no segundo jogo? O que você sente quando lembra da partida do Dedé contra o Universitário? E o que falar do gol do Bernardo contra o Flu? Te arrepia lembrar? Isso é o que fica, posteridade tatuada a ferro quente e direto na sua zona de recordação.

O orgulho de todos esses momentos são singulares. Só quem viveu sabe. É algo que você não pode passar para alguém, pode no máximo compartilhar.

Então deixo um recado para aqueles que acharam pouco o ano do Vasco ou aqueles que acham que 4º é melhor que 2º, em alguns momentos do esporte o que você leva é muito maior do que você ganha. Não me resta a menor dúvida que o Vasco ofereceu à todos uma aula de como ser um colosso esportivo, venceu, participou e principalmente disputou tudo. É assim. A obrigação do gigante do esporte é essa, vencer é consequencia de um resultado.

Vergonha. Protecionismo. Insucesso. Pena. Não adianta pagar 20 milhões em um '''''''craque''''''' que não decide, não adianta ter a mídia ao lado se o time não ajuda, e não adianta dizer que é time de chegada ganhando só carioca e estando só na pré libertadores. Mas tudo bem, dou o direito para alguns achar o 4º melhor que o 2º e pular do 5 para o 6, assim, como mágica. É a matemática do fantástico mundo de Bob.

No mais, 2011 nos trouxe de volta todo um turbilhão de emoções que estavam guardados. Por mim, esse ano não acabaria, poderia passar o resto da minha vida vendo e revendo lance por lance desse ano mágico. Do ruim ao bom. O que melhor caracteriza essa instituição.

Abraços à todos.

Fred Abucater.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

A redenção e o caos em dois jogos.

Olá,

Depois do texto da reivenção do Vasco na Taça Rio volto aqui para falar sobre os frutos que eu disse que seriam colhidos com o bom trabalho que era executado pela diretoria-Ricardo Gomes-Jogadores. Sendo prático e objetivo: Hoje o Vasco está a dois jogos de voltar a ser campeão de uma competição nacional, competição essa que leva a libertadores (O que obriga o investimento maior no time na próxima temporada), tráz o moral do torcedor de volta depois de anos roendo o osso e termina de vez com uma marca que um clube como o Vasco não pode ter: 8 anos sem títulos.

Depois de fazer contra o Avaí o melhor jogo dos últimos anos o Vasco chega a uma final de competição com chances reais de se sagrar campeão. O time tem forma, tem o seu padrão (Parabéns, Ricardo) e conta com jogadores no banco que tem condição de ser mais que um simples suplente. Porém, cada jogo é uma história e temos que escrever a desse jogo a partir de quarta com o mesmo ímpeto e vontade de responder aqueles que por anos nos colocaram no ostracísmo esportivo.

O time do Coritiba é arrumado, tem seu padrão de jogo desde o trabalho do Ney Franco mas não é nem de longe um Barcelona nacional. É um time que encantou pela série de vitórias e pela vitória atípica frente ao Palmeiras, precisa-se do respeito por saber que não existe mais bobos no futebol mas também precisa-se expor a eles com quem eles estarão jogando. E quando o adversário percebe contra que time eles estão jogando, normalmente é tarde demais. Mas para isso o Vasco precisa ser mais Vasco do que nunca nesses dois jogos.

O time deles joga com duas linhas de quatro e tem nas jogadas de Davi e nos chutes de Léo Gago (Alguém sente falta?) suas principais armas, ainda contam com Bill e Anderson Aquino, esse é reserva do Marcos Aurélio que deve voltar no segundo jogo. É um time que ataca em bloco o que pode facilitar a vida do Vasco nos contra golpes. A defesa que não é realmente uma das melhores pode ter grandes problemas com os passes de Felipe e as entradas verticais de Diego Souza e principalmente Éder Luiz. Sem falar na eficiência do artilheiro Alecsandro.

O time chega credenciado a vitória. A torcida precisa abraçar o time de uma vez por todas e ir junto com ele a ponto de perturbar o moral do adversário levando-o ao erro. A torcida que aos 15 min do jogo contra o Avaí já dava sinais de impaciência precisa entender que para sairmos da fila, ela precisa embalar o time ao campeonato, porquê a parte dos jogadores vem sendo feita e diga-se de passagem muito bem.

Serão dois jogos incríveis de dois times que souberam se reinventar e hoje buscam a sua redenção. Um quer apagar o papelão feito no ano do centenário o outro quer ter no título da Copa do Brasil o rompimento de um tabu que não condiz com uma das histórias mais vitoriosas do esporte mundial.

Por duas quartas nós torcedores seremos um só com um pensamento fixo, não para responder a terceiros, mas para que nosso esforço seja recompesando e que volte mais do que nunca o hino daquele que se acustumou a bradar domingo e quarta para todos ouvirem. Sua imensa torcida vai voltar a ser feliz. E assim será!

SV!

Fred Abucater.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Paulistão 2011 - A Tradição e o Pobre Regulamento

Num Campeonato Paulista em que o pobre Regulamento virou alvo dos sempre insatisfeitos treinadores, prevaleceu a Tradição e os grandes investimentos. E não me encham os ouvidos com a mesma ladainha de sempre... "Ah, mas quem não sabia que os 4 grandes seriam os semi-finalistas?". Com exceção de 2009, os pequenos costumam fazer grandes torneios e incomodar, como o Santo André de Bruno César, Branquinho e cia. que ficou sem a taça por uma bola na trave de Rodriguinho, no ano em que os mais tradicionais da capital, Corinthians e Palmeiras, foram eliminados na 1a fase.

Fato é que o Regulamento tinha como objetivos facilitar a classificação dos grandes e dar aos pequenos a chance de chegar em um jogo único. Não fosse a extrema regularidade do Quarteto de Ferro, poderíamos ter assistido ao Santos x Ponte Preta no Moisés Lucarelli, por exemplo. Mas não foi o que aconteceu, o que deixou a FPF e as Televisões felicíssimas com os times de maior torcida vivos na disputa.

No Morumbi, o sempre consistente São Paulo enfrenta um renovado Santos de Muricy Ramalho: Os dois melhores ataques da competição devem fazer um jogo de encher os olhos. O Tricolor, líder da 1a fase, tem a seu favor a boa fase de Ilsinho e Dagoberto e o talento de seus zagueiros. Entretanto, a fragilidade de seus volantes e os desfalques Lucas e Alex Silva serão dificuldades a serem vencidas. O Santos, que escancaradamente é o melhor elenco do torneio parece ter acertado a criticada defesa com o novo treinador. Resta saber se continuará tendo a mobilidade que virou assinatura da equipe e se Muricy escalará o que tem de melhor mesmo tendo um jogo decisivo contra o América-MEX na 3a-feira seguinte.

Um dia depois, o Pacaembu sediará mais uma vez o Derby Paulista: Com equipe mais consistente taticamente e maioria nas arquibancadas, o Palmeiras parece levar ligeiro favoritismo. Entretanto, a qualidade individual de Liédson e Bruno César pode vir a desequilibrar para o lado alvinegro.

Fato é que o Corinthians está mais do que acostumado a levantar taças quando dele pouco se espera (foi assim, inclusive, no título Paulista de 2009). Foi o Corinthians quem demonstrou o melhor futebol das 4as de final, o que pode ser um indicativo que as péssimas apresentações da reta-final da 1a fase não voltarão a se repetir e que o time pode crescer nesse momento decisivo.

Nenhuma das semi-finais deve ter goleada, e se tivesse que apostar, com certeza ficaria em cima do muro. Enfim o monótono Paulistão pega fogo, minha gente! A única coisa que se pode afirmar é que entre Abril e Julho corre a melhor fase do Futebol no ano. Depois é só o modorrento Campeonato Brasileiro de 20 times e pontos corridos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A perspectiva de um time que se transformou.

Olá, amigos!

Começo essa coluna para debater o que mudou dentro e fora de campo no time que não se classificou para as semi finais da Taça Guanabara e o time que se classificou com antecedência para as finais da Taça Rio. O time da TG comandado pelo limitado PC Gusmão era desarrumado e sem padrão, a diretoria que pouco contratou no começo do ano e o claro desinteresse de determinados jogadores fizeram o Vasco ter o desempenho que teve no primeiro turno da competição. Dito isso, podemos começar a montar esse quebra cabeça apontando aonde o time pecou e acertou.

Podemos começar apontando a exposição de nossa defesa que devido as subidas desordenadas dos laterais, a pouca (lê-se: nenhuma) cobertura dos volantes deixavam quase sempre os zagueiros cruzmaltinos expostos no clássico um contra um. Nem com a volta de Dedé e a estréia de Eduardo Costa o panorama mudou e continuamos levando gols de nano times.

Ofensivamente o Vasco vinha tão desordenado quanto, o time que tinha na meiuca Felipe e Carlos Alberto e no comando do ataque Éder Luiz e Marcel era muito menos proativo do que os ataques que o Vasco havia enfrentado. Enquanto Felipe mal escalado tinha que buscar a bola quase na defesa, Carlos Alberto mais a frente prendia a bola e produzia o que se notabilizou desde que voltou do Porto: Nada. Na frente, Éder Luiz não repetia o ano de 2010 e pouco produzia. Mesmo tentando se movimentar o desempenho também foi abaixo do esperado, Marcel o menos habilidoso dos três - curiosamente - foi o que menos contribuiu para esse desempenho, o grandalhão tinha a função de dar o toque final e recebeu poucas bolas em condição de marcar, mesmo assim marcou dois gols em três jogos. Os laterais que em boa fase já pecavam em cruzamentos, nesse momento conseguiam ir pior, jogadas pelas laterais eram descidas em um terreno sem produtividade. Os volantes que pouco marcavam e cobriam menos ainda poderiam vir a ser no ataque um elemento surpresa importante, fato esse que - sem surpresa - não aconteceu.

Tendo desmembrado isso, fica claro que o problema do Vasco dentro de campo passava principalmente por uma somatória de deficiências que começava com o fraco Paulo César Gusmão. Claro, dizer que a culpa toda era de um treinador limitado que não sabia armar o time é exagero e injustiça. A verdade é que a diretoria confiou no trabalho de manter a base do fim do ano de 2010 e pouco contratou. Erros esses que somados levaram o Vasco ao pior início de campanha da sua história.

O marco inicial da transformação:

Depois de 'bater' bastante no nosso time, temos também uma obrigação enquanto Vascaínos de saber reconhecer quando algo é bem feito. Depois da pior Taça Guanabara da sua história a diretoria percebeu que a política do 'Só precisamos de uns pequenos ajustes' não valia de muita coisa. O 'bom' disso é que quanto mais cedo identificarmos os erros, mais rápido podemos estancar o sangue e evitar uma hemorragia.

A diretoria agiu. Agiu bem, é verdade. Começou demitindo o antigo treinador e trazendo Ricardo Gomes que havia treinado o São Paulo. Contratou e dispensou com a mesma eficiência. Chegaram ao Vasco jogadores como Diego Souza, Alecsandro, Leandro e o até então 'desconhecido' Bernardo. Saiu Carlos Alberto que não merece muitas considerações (em todos os sentidos) e Marcel que parece ter preferido voltar ao futebol oriental a brigar por posição aqui.

A partir daí o time começou a criar uma identidade que não teve com PC, começou a jogar com duas linhas de quatro e com muita aplicação tática. Os laterais passaram a subir com mais consciência, os volantes começaram a evitar buracos e melhoraram na cobertura, Dedé e Anderson Martins estão menos expostos e por isso subiram de produção (principalmente o segundo), Bernardo surgiu como uma excelente promessa, Alecsandro vem fazendo seus gols e gols decisivos independente da forma como eles tem saído e Diego Souza ainda oscila - Muito pela falta de ritmo e pelos problemas em entrar em forma - mas tende a crescer. Felipe merece um destaque especial: O meia que antes havia sido afastado, subiu de produção quando escalado em sua posição original, de frente para o gol e assim ele começou a distribuir passes a torto e a direita e até marcando gols em algumas oportunidades, o verdadeiro ídolo desse time subiu de produção e o time foi junto.

E foi junto mesmo, terminou a Taça Rio como primeiro lugar do grupo e já está praticamente classifica para as quartas de final da Copa do Brasil, depois do resultado excelente contra o Naútico nos aflitos (Pelo time deles dá para entender o porquê do nome do estádio). Sábado as 18:30 o Vasco tem sua primeira prova de fogo do ano, pega o arrumado Olaria no Engenhão querendo - A qualquer custo - chegar a uma final de Taça Rio, na qual, cansamos de vencer. Hoje o torcedor Vascaíno pode voltar a sonhar com algo não tão distante assim. O time do Vasco cria a cada jogo uma identidade mais firme, um time que em outrora se perdia em campo e despertava a nossa desconfiança hoje sabe dominar um adversário ou buscar um resultado adverso. Hoje o Vasco é um time que tem opções no banco que podem mudar a história de um jogo. Hoje o torcedor pode perceber dentro de campo a perspectiva de um time que se transformou e pode fazer do sonho de ser campeão uma realidade muito mais próxima do que as pessoas imaginam.

Abraços e SV!

domingo, 15 de agosto de 2010

'' Aqui é trabalho, meu filho. '' e resultado.

O Fluminense é em suas raizes um clube elitista, de uma torcida com poderio econômico elevado e marcado por ter grandes personalidades e intelectuais em suas arquibancadas, Muricy Ramalho é um cara humilde, sem palavreado rebuscado e sucinto em suas convições profissionais. O que um tem haver com o outro? Tudo. O Tricolor a anos precisava de um treinador com o perfil de Muricy e Muricy precisava de uma diretoria que lhe desse poderes e opções para levar o clube a um objetivo de desejo comum a ambos: Ser campeão Brasileiro.

Muricy desde o São Paulo sonhava em ter Conca como apoiador, indicou sua contratação aos cartolas tricolores Paulistas e sempre ouviu um sonoro 'Não' como resposta. Passou então a pedir um apoiador com as características do Argentino e era obrigado volta e meia a improvisar um volante adiantado ou um segundo atacante sem cacoete de jogador 'cerebral' na meia. No São Paulo, Muricy tinha a estrutura para trabalhar mas não tinha quem ele gostaria ao seu lado para jogar, assim o São Paulo era obrigado a utilizar um esquema de bolas na área e lances isolados para ganhar, e ganhou. (Três vezes seguidas)

No Flu, ele não tem a estrutura que gostaria, mas já deixou claro que o clube precisa disso para ontem e a diretoria começa a correr atrás de um CT para o time profissional, já quanto aos reforços ele já deixou claro que precisava de um elenco grande e qualificado para brigar lá em cima, a patrocinadora do clube o ouviu e investe pesado trazendo as melhores opções do mercado para o treinador. O clube que já contava antes com Conca e Fred agora tem em seu elenco jogadores como Washigton, Emerson, Belleti e Deco e ainda estuda a volta do ídolo Thiago Neves. E os resultados de Muricy começam a aparecer, desde a liderança incontestavel do campeonato até o convite para ser o treinador da seleção (Já negado, para alívio de 11 entre 10 tricolores).

O Fluminense pode não ser o campeão Brasileiro, pode até mesmo não chegar a uma Liberadores devido a volatividade do campeonato, mas a certeza é que hoje o clube entendeu e adotou a fórmula para ser campeão de um campeonato de pontos corridos (e concorridos) está aí, rodada após rodada sendo exposta aos torcedores do Flu e também aos não torcedores. O Tricolor hoje tem o cara certo, na hora certa e jogando como ele gosta, mas se engana quem pensa que é Fred com seus golaços, Conca com suas assistencias ou Washington com seus gols tirados do fundo d'alma. O craque do Flu hoje não entra em campo, não faz gol e nem impede os do adversários, o craque do Flu trabalha e trabalha muito e como ele mesmo diz: '' Aqui é trabalho, meu filho. '' trabalho e muitos resultados, professor.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Neymar: Já é a hora de sair?

Circula nos veículos de comunicação mais importantes do mundo que finalmente o Chelsea fez uma proposta concreta que chega aos 30M de Euros. A direção do Peixe diz que o garoto só sai pagando 35m de Euros que é a sua multa contratual, já o representante do jogador tenta forçar a saída do atleta alegando que o Presidente do Santos assinou um documento dizendo que se chegasse uma proposta ao Santos em que o clube recebesse 21M de Euros ele seria negociado. Como o Santos tem 60% do jogador, convertendo de Euro para Real o clube da baixada receberia os 21M se a proposta de 30M de Euros for realmente aceita, o Presidente do clube nega.

O que vale o debate não são os valores da negociação e muito menos o disse me disse de quem não está dentro de campo, o que vale menos é saber se esse é o momento certo para o garoto deixar o Brasil. Neymar é sem sombra de dúvidas um jogador que apesar dos seus (Poucos) dezoitos anos já tem futebol de gente grande e mostra isso dentro de campo fazendo golaços e conquistando títulos, esse ano já foram dois (Paulistão e Copa do Brasil).

Neymar tem em suas mãos uma escolha complicada para alguem tão jovem: Continuar na sua casa e prosseguir cavando sua vaga de mais novo ídolo da Vila ou se aventurar na fria capital Inglesa aonde terá um salário de estrela de cinema. O Chelsea é um dos clubes que anos após ano está aí disputando até o fim tudo que participa e muitas vezes sendo campeão, mas será que é uma boa Neymar ir tão cedo e ainda tão pouco experiente para um dos campeonatos mais 'pegados' do mundo?

Vale lembrar que seu amigo Robinho também foi cedo para um grande clube da Europa e não teve sucesso, tantos outros sairam daqui e não vingaram na Europa e tiveram que retornar. Muitos não vingam porque realmente não tem futebol suficiente, mas Neymar não, é bom de bola e pode ser muito em breve um dos melhores do mundo. Mas ainda não é o seu momento de sair e arriscar a ter que voltar como mais um dos milhares que não duram nem dois anos na fria e implacável Europa.

Resta-nos esperar para ver...