segunda-feira, 18 de abril de 2011

A perspectiva de um time que se transformou.

Olá, amigos!

Começo essa coluna para debater o que mudou dentro e fora de campo no time que não se classificou para as semi finais da Taça Guanabara e o time que se classificou com antecedência para as finais da Taça Rio. O time da TG comandado pelo limitado PC Gusmão era desarrumado e sem padrão, a diretoria que pouco contratou no começo do ano e o claro desinteresse de determinados jogadores fizeram o Vasco ter o desempenho que teve no primeiro turno da competição. Dito isso, podemos começar a montar esse quebra cabeça apontando aonde o time pecou e acertou.

Podemos começar apontando a exposição de nossa defesa que devido as subidas desordenadas dos laterais, a pouca (lê-se: nenhuma) cobertura dos volantes deixavam quase sempre os zagueiros cruzmaltinos expostos no clássico um contra um. Nem com a volta de Dedé e a estréia de Eduardo Costa o panorama mudou e continuamos levando gols de nano times.

Ofensivamente o Vasco vinha tão desordenado quanto, o time que tinha na meiuca Felipe e Carlos Alberto e no comando do ataque Éder Luiz e Marcel era muito menos proativo do que os ataques que o Vasco havia enfrentado. Enquanto Felipe mal escalado tinha que buscar a bola quase na defesa, Carlos Alberto mais a frente prendia a bola e produzia o que se notabilizou desde que voltou do Porto: Nada. Na frente, Éder Luiz não repetia o ano de 2010 e pouco produzia. Mesmo tentando se movimentar o desempenho também foi abaixo do esperado, Marcel o menos habilidoso dos três - curiosamente - foi o que menos contribuiu para esse desempenho, o grandalhão tinha a função de dar o toque final e recebeu poucas bolas em condição de marcar, mesmo assim marcou dois gols em três jogos. Os laterais que em boa fase já pecavam em cruzamentos, nesse momento conseguiam ir pior, jogadas pelas laterais eram descidas em um terreno sem produtividade. Os volantes que pouco marcavam e cobriam menos ainda poderiam vir a ser no ataque um elemento surpresa importante, fato esse que - sem surpresa - não aconteceu.

Tendo desmembrado isso, fica claro que o problema do Vasco dentro de campo passava principalmente por uma somatória de deficiências que começava com o fraco Paulo César Gusmão. Claro, dizer que a culpa toda era de um treinador limitado que não sabia armar o time é exagero e injustiça. A verdade é que a diretoria confiou no trabalho de manter a base do fim do ano de 2010 e pouco contratou. Erros esses que somados levaram o Vasco ao pior início de campanha da sua história.

O marco inicial da transformação:

Depois de 'bater' bastante no nosso time, temos também uma obrigação enquanto Vascaínos de saber reconhecer quando algo é bem feito. Depois da pior Taça Guanabara da sua história a diretoria percebeu que a política do 'Só precisamos de uns pequenos ajustes' não valia de muita coisa. O 'bom' disso é que quanto mais cedo identificarmos os erros, mais rápido podemos estancar o sangue e evitar uma hemorragia.

A diretoria agiu. Agiu bem, é verdade. Começou demitindo o antigo treinador e trazendo Ricardo Gomes que havia treinado o São Paulo. Contratou e dispensou com a mesma eficiência. Chegaram ao Vasco jogadores como Diego Souza, Alecsandro, Leandro e o até então 'desconhecido' Bernardo. Saiu Carlos Alberto que não merece muitas considerações (em todos os sentidos) e Marcel que parece ter preferido voltar ao futebol oriental a brigar por posição aqui.

A partir daí o time começou a criar uma identidade que não teve com PC, começou a jogar com duas linhas de quatro e com muita aplicação tática. Os laterais passaram a subir com mais consciência, os volantes começaram a evitar buracos e melhoraram na cobertura, Dedé e Anderson Martins estão menos expostos e por isso subiram de produção (principalmente o segundo), Bernardo surgiu como uma excelente promessa, Alecsandro vem fazendo seus gols e gols decisivos independente da forma como eles tem saído e Diego Souza ainda oscila - Muito pela falta de ritmo e pelos problemas em entrar em forma - mas tende a crescer. Felipe merece um destaque especial: O meia que antes havia sido afastado, subiu de produção quando escalado em sua posição original, de frente para o gol e assim ele começou a distribuir passes a torto e a direita e até marcando gols em algumas oportunidades, o verdadeiro ídolo desse time subiu de produção e o time foi junto.

E foi junto mesmo, terminou a Taça Rio como primeiro lugar do grupo e já está praticamente classifica para as quartas de final da Copa do Brasil, depois do resultado excelente contra o Naútico nos aflitos (Pelo time deles dá para entender o porquê do nome do estádio). Sábado as 18:30 o Vasco tem sua primeira prova de fogo do ano, pega o arrumado Olaria no Engenhão querendo - A qualquer custo - chegar a uma final de Taça Rio, na qual, cansamos de vencer. Hoje o torcedor Vascaíno pode voltar a sonhar com algo não tão distante assim. O time do Vasco cria a cada jogo uma identidade mais firme, um time que em outrora se perdia em campo e despertava a nossa desconfiança hoje sabe dominar um adversário ou buscar um resultado adverso. Hoje o Vasco é um time que tem opções no banco que podem mudar a história de um jogo. Hoje o torcedor pode perceber dentro de campo a perspectiva de um time que se transformou e pode fazer do sonho de ser campeão uma realidade muito mais próxima do que as pessoas imaginam.

Abraços e SV!

4 comentários:

  1. Não esqueçam que vocês tem de devolver o Bernardo pro Cruzeiro ao final do empréstimo. E, se quiserem comprar, não será barato e creio que não estará a venda. Afinal, ele não é tão desconhecido. Fez uma ótima Copa São Paulo há dois anos e está crescendo de produção. Campeonato estadual também é ilusório, obrigação é ir bem em competições de mais renome.

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  2. Passe do Bernardo está em 2M de Euros, cara. Não digo que o time é ótimo, aponto uma evolução em todos os sentidos. Daí ser campeão de tudo é outra história.

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